Bem-vindos à rubrica A Dica Verde! Esta rubrica foi criada com o intuito de ser uma ferramenta para apresentar alternativas que eu conheço, experimento e adoro, de modo a recomendar e sugerir opções que vocês, leitores, podem e devem explorar! No que toca à sustentabilidade (e também saúde!), muitas vezes não sabemos quais os primeiros passos a dar e que produtos ou itens são realmente bons e úteis. Pois este blog está aqui para vos ajudar um pouco nessa tarefa, sendo que tudo o que aqui apresente, com parcerias ou não, é aconselhado porque uso e gosto verdadeiramente, e por ser simples e acessível. Não é do meu interesse sugerir coisas que sejam supérfluas e, consequentemente, desperdício. Contudo, chamo à atenção de que todos somos diferentes e que certos produtos, por funcionarem bem comigo, não significa que funcionem com toda a gente, e as minhas necessidades podem não ser as mesmas de outros. Mas que vale muito a pena investir e experimentar, vale! Também eu passei por muita tentativa-erro até conseguir encontrar produtos que sejam adequados a mim, e que goste. Uma vez que fiz esse trabalho, venho partilha-lo convosco!

Hoje trago-vos produtos verdes às necessidades fisiológicas, aka: a ida à retrete!

“Mas que raio há de errado com o papel higiénico?!” pergunta o comum dos mortais…

Bem, esta questão faz-me imediatamente lembrar a maluqueira que foi a compra e abastecimento exagerado de papel higiénico no início da pandemia covid! Estão recordados? Foi verdadeiramente assustador e montou todo um cenário de apocalipse, gerando memes e motivo de gozo pela internet fora, de tão ridículo que foi… Mas se pensarmos bem, é tudo menos cómico. Primeiro, porque, por momentos, apercebemo-nos do quão dramáticos somos, e mal preparados, mal informados e inconscientes estamos…

Heis o porquê…

O papel higiénico, que é o principal produto usado na higiene aquando a higiene íntima, é feito essencialmente de madeira de árvores, de onde resulta a celulose, que posteriormente passa por diversos processos até se tornar o comum rolo de papel higiénico.

Ora, se para fazer papel são necessárias árvores, é preciso cortá-las… E se são precisas enormes quantidades de rolos de papel para abastecer o mundo praticamente todo, é preciso cortar mesmo muitas árvores… E se todos nós usamos inúmeros rolos ao longo da nossa vida toda, é preciso cortar árvores repetidamente a nossa vida toda…

Todos nós sabemos, ou devíamos saber a esta altura do campeonato, as árvores e as florestas são basicamente o que nos mantém cá, e infelizmente a desflorestação é uma realidade grave que cresce a um nível exponencial.

Todos os dias cerca de 270 mil árvores por todo o mundo vão pela sanita abaixo ou acabam no lixo”, e cerca de 10% são para a produção de papel higiénico. Ou seja, são cortadas 27 mil árvores por dia para fazer papel higiénico.1

Andrew Lee, da World Wide Fund for Nature (WWF)

Estima-se, também, que são necessários aproximadamente 140 litros de água para a produção de um único rolo de papel higiénico2… Fazendo as contas aos rolos que estimadamente usamos por mês, por ano, na vida toda… O choque é grande e devastador! Portanto, não só estamos a gastar árvores, como a gastar água para limpar o cu! Isto faz-vos sentido, gente?

O uso de papel higiénico tem aumentado gradualmente todos os anos. Aqui é onde assumo a minha culpa e parte da minha pegada ecológica e contribuição para a destruição e degradação ambiental: sempre fui daquelas que usa e abusa do papel higiénico… Mas apraz-me dizer que: ISSO MUDOU!

A Solução

Foi no Instagram da Catarina Rente, do projecto The Planet Us, que tomei conhecimento desta invenção dos deuses: o HappyPo!!! Bem ditos franceses do Século XVIII que inventaram o bidet (bidé) que é comum em toda a Europa, mas bem ditos alemães que criaram o HappyPo! Não passa de um bidé portátil que se enche com água e se esguicha para os genitais após o uso da sanita! Como é que um produto tão simples não foi inventado mais cedo??

Até há bem pouco tempo apenas estava disponível para venda através da Amazon, mas chegou à loja online Do Zero, da Catarina Barreiros. Como já era meu desejo, pedi muito à minha família como presente no meu aniversário deste ano, e graças a eles, desde então que é o meu produto de eleição de casa de banho e adoro a rotina. Parece exagerado mas, apenas de não poder desfazer o que outrora foi feito, tirou-me um peso de cima no que toca à minha pegada ecológica! Outra parte boa é que, é um produto reutilizável, logo, calculo que durante uns bons anos, não gastarei dinheiro em papel higiénico. Por isso posso dizer que, desde que água não falte, estou melhor preparada para o apocalipse do que o pessoal que corre para o supermercado para comprar papel higiénico em massa. Quanto à água que é necessária para encher a embalagem HappyPo, bastam aproximadamente 330ml (no tamanho normal e criança) e 500ml no tamanho XL. Por experiência, apenas necessito de um pouco mais de metade da embalagem do tamanho normal para me limpar.

Como funciona?

O HappyPo vende-se em conjunto com uma bolsa de transporte, e em packs de família com várias embalagens, entre 19,99€ e 25,99€ no site Do Zero.


Existem opções semelhantes como o bidet portátil Sonny, cujo design é bem mais sofisticado e discreto. Apesar de necessitar de carregar bateria e de ser mais dispendioso, a pressão de água que a máquina exerce faz com que funcione eficazmente. Outra opção que funciona, especialmente para transportar, mas que, a meu ver não é uma solução tão sustentável pois requer uma garrafa, geralmente de plástico descartável (pois o formato assim o exige), é a Culo Clean, que consiste numa tampa que se adapta a uma garrafa para usar como bidet.


Contudo, se esta maravilha anterior não te satisfaz, não preenche as tuas necessidades ou não se encaixa na tua vida por alguma razão (mas experimenta e pensa bem!), tens sempre a opção de escolher comprar papel higiénico reciclado.

Uma das gamas que me tem chamado a atenção, é a gama Eco do Continente. Inclui desde produtos de limpeza da roupa, casa, cozinha, papel, guardanapos e sacos. O Continente afirma que os produtos disponíveis contêm fragrâncias obtidas por meio da extração dos óleos essenciais, provenientes principalmente dos vegetais, sem branqueados ópticos e livres de substâncias químicas tóxicas, com agentes de origem vegetal derivados de flores, folhas, raízes, caules, frutos e sementes. Para além disso, são certificados Eco Label, com embalagens 100% recicláveis e conteúdo 100% reciclado. No caso do papel higiénico em específico, são, e passo a citar, feitos a partir de embalagens de bebidas e outros cartões livres de branqueadores óticos. Estes processos permitem uma menor utilização de água e energia na sua produção e resultam num papel mais resistente e suave. O seu formato compacto permite também incluir mais metros por rolo, o que diminui a pegada ecológica da embalagem, do produto e do transporte.

Sempre que tenho passado pelos supermercados Continente, tenho reparado que a gama está com descontos.

Gama Eco Continente

Para os mais ambiciosos e que procuram soluções sustentáveis mais permanentes, existem opções como a Tushy, que passa pela instalação de um bidet na sanita. Parece complexo mas, a opção que esta empresa oferece, não é! A instalação demora apenas alguns minutos. Os bidet Tushy vendem-se desde os 129$ (TUSHY Classic 3.0), aos 149$ (TUSHY Spa 3.0), encontrando-se de momento em promoção de 99$ e 119$ respectivamente. Consulta aqui.


Se conheceres outras opções e quiseres partilhar, ou tiveres alguma questão, comenta ou envia email para blog.hearth@gmail.com

Obrigada por leres e explorares melhores opções para o teu traseiro e para o planeta!

Até breve


1 Fonte: site www.greensavers.sapo.pt

2 Fonte: Bill Worrell, manager of the San Luis Obispo County Integrated Waste Management Authority in California; Noelle Robbins; Site DoZero

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Digite acima o seu termo de pesquisa e prima Enter para pesquisar. Prima ESC para cancelar.

Voltar ao topo