“Uma montanha russa
Mas também uma obra de arte.
Confusão e complexidade
Mas muito simples na verdade.

Na essência mais pura e despida
Amor e simplicidade.

Apenas terra
Apenas mar
Apenas ar.

Areia
Naturalmente árvore
Unicamente flor.

Peixe
Livremente pássaro
Majestosamente tartaruga.

Harmoniosamente lua e sol.

Tudo o resto…
O excesso…
Tudo o que confunde, o que esconde, mascara, desfoca, prende e destrói…Não é.
E quando não há permissão para ser, não há felicidade.

Fluir
Sendo
Natureza
Descalça de pé e de alma.

Nada mais importa
Nada mais importa, na mais nua e crua da nossa verdade.”

Passamos a vida a tentar meter na cabeça que temos de ser nós próprios para sermos felizes… Mas muitos de nós nem sabemos o que é sermos nós próprios certo?

“Quem sou eu afinal?” e “qual é o meu propósito?”… Ficamos meio que perdidos ao tentar encontrar as respostas.

Eu só posso falar da minha própria experiência, mas vejo isso nos outros também e confirmo que não estou sozinha.
Nesta busca, que parece eterna, de ser eu própria e de conhecer todos os cantinhos do meu ser, atrevo-me, com medo mas também com orgulho, a ir mais a fundo nesta questão. Quero respostas que vão para além da maneira como me visto, para além dos meus gostos e passatempos, para além do meu emprego e do que penso ser o meu propósito, para além da minha personalidade…
Mais a fundo ainda…

Do que sou feita?

A única resposta que me ocorre a mim é: Natureza. É disso que somos feitos. Somos equidade perante todos os outros seres. Eles feitos de nós e nós deles.
Somos seres simples na nossa complexidade. Somos naturais. E possuímos uma essência através da qual devemos viver e a qual devemos respeitar. Mas porque me sinto sozinha nesta constatação? Porque sinto que não pensamos assim no geral como humanidade?

É muito fácil perdermo-nos. É muito fácil sermos desviados do nosso caminho e desfocarmo-nos com as tarefas do dia-a-dia do mundo de hoje. Com o nosso emprego, com o trânsito, com os horários que temos de cumprir, com os compromissos, com certos ambientes, com certas pessoas, com o que exigem de nós, com as expectativas, com a pressão que sofremos, com o consumismo e tudo o que ele envolve, etc… Tudo isto contribui com algo de bom mas também muito de mau.
Não praticamos por inteiro (às vezes, nem um terço) aquilo que nos faz verdadeiramente felizes e isso só da ênfase ao stress constante e aos nossos defeitos. Eu não falo de coisas banais cuja satisfação desaparece rapidamente como comprar mais jóias, maquilhagem, roupa e sapatos ou carros, brinquedos, ou ires para a noite embebedares-te ou para o engate, ou ganhares os gostos com a nova foto que publicaste no instagram…

Falo da satisfação nas coisas pequenas, simples e naturais e que não são máscaras nem disfarces… Falo da felicidade na sua definição mais pura e profunda.
Para mim, no meio de tanto caos, de tanta maldade que vejo no mundo e que me espeta como arame farpado no coração, da destruição que vejo, da despreocupação e indiferença que sinto dos outros, a única coisa que nunca falhou em fazer sentir-me bem e que me vai dando de certo modo esperança, é a beleza que vejo nos fenómenos mais simples. A beleza numa borboleta a voar descontraída e alegre mesmo sabendo o quão efémera será a sua vida; na chuva que me hidrata e abunda; no sol e como me aquece; no mar que está cá sempre e nunca desilude com o som das ondas ou em abraçar-me num mergulho; no crescer gradual do alimento que cultivo mesmo à frente dos meus olhos e da quantidade de saúde que ele traz quando tratado com carinho; nos animais que cruzam o meu caminho, e a sabedoria e ternura da sua existência, que só merecem ser felizes e livres e tratados com respeito neste mundo; na sensação de enraizamento, alívio e conexão que sinto com o simples acto de andar descalça na terra; na brisa de maresia misturada com eucalipto ou pinheiro que me traz aconchego…(sabes a delícia daquelas memórias que em vez de aparecem em pensamento, vêm através de sensações ou cheiros?). E quando vejo actos ou gestos de bondade aleatórios e sem esforço entre nós, ou o amor que somos capazes de sentir. É maravilhoso como coisas tão pequenas me fazem sentir tão bem… São estas que perduram em mim, em nós e ao nosso redor, para sempre.

Vê o filme/documentário “Earth: One Amazing Day” para veres a magia deste planeta com outros olhos!

O ser humano é naturalmente atraído para a natureza. Faz parte de nós por muito que tentemos resistir a nossa vida toda.

Este mundo está um caos. Não é novidade. As doenças aumentam, as pessoas a sofrer de depressão são cada vez mais, os suicídios acontecem uns atrás dos outros, os animais sofrem e morrem nas nossas mãos por egoísmo ou falta de cuidado e amor, o aquecimento global é cada vez mais acentuado…etc. E eu não tenho as respostas sábias para mudar e resolver isto. Ninguém tem. Mas sabemos que a culpa disto é quase ou inteiramente nossa. Concordas?

Então, o que devemos fazer?

Devemos desconstruir as nossas crenças e hábitos, de modo a deixar florescer e desabrochar a beleza, saúde e felicidade que já cá está. Para alguns isto é tarefa dura porque certos costumes, regras, práticas e ideiais já estão tão enraizados que tudo o resto parece ter pouco valor. Mas eu acredito que é uma questão de dar passos aos poucos. Eu não faço tudo correctamente, caso contrário não me teria deixado afundar como deixei e sentir-me-ia plena e em paz. Mas como tenho vontade de fazer melhor a cada dia e porque me educo a perceber que faz sentido, isso basta para andar para a frente.

Ser mais feliz implica cuidares e nutrires como num ciclo. Tal como também sentes em ti, a Terra dá mas também precisa de receber. Tenta adoptar atitudes para protegeres o que é nosso! E lembra-te que não estás sozinho nesta luta pela felicidade e pela paz. É o que todo o mundo quer!

Respeita a tua fonte de felicidade e respeitar-te-ás a ti mesmo. Considera manter a mente aberta para aprenderes. A vida é mais do que a conheces.

Obrigada por leres e reflectires!

Até breve

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