O conceito e movimento chamado de Earthing ou Grounding, consiste no simples acto de andar descalço em contacto directo com a natureza. Desta acessível forma, permites-te voltar a conectar com a Terra, que está carregada de electrões e antioxidantes que serão absorvidos pelos teus pés, melhorando assim a tua saúde geral, tanto física, como mental.

Caminhando descalço na relva, na terra, na pedra, etc, estás não só a receber suporte aos teus orgãos e a restabelecer o sistema celular dos tecidos do teu organismo, bem como a energia da mais pura e vital fonte de vida que existe. Estás a voltar a ti.

Sendo os teus pés os principais receptores, devido ao contacto constante com o chão, verifica-se que é a parte do corpo mais fácil e prática de expor, para receber esta medicina. No entanto, quanto mais corpo e pele estiver em contacto com a terra, ainda melhor será.

Se é que ainda não experimentaste, seja por falta de coragem, por vergonha ou por considerares absurdo (e nem sabes bem porquê, na verdade…hmm sociedade?!), experimenta! Despe o teu corpo, deita-te no chão, nada nu na água… Fá-lo onde te sentires mais confortável, mas não deixes de o fazer. Suja-te, limpa-te, entrega-te… Liberta-te! De tudo! Do julgamento que adquiriste e absorveste sobre este simples acto de ser, e volta a considerar normal e natural o contacto e conexão com a tua essência, e com a tua natureza. Foi assim que nasceste e foi ela que te criou.

Somos organismos que vivemos, crescemos e dependemos inteiramente da terra enquanto estamos vivos e, apesar disto, escolhemos isolar-nos completamente dela. Tornamo-nos tão desconcertados, que simplesmente achamos ridículo e absurdo tirar os sapatos ou andarmos nus.

Laura Koniver, Médica

É comum sentimo-nos rejuvenescidos e revigorados ao pisar a areia na praia e a sentir as ondas do mar invadir os nossos pés. A sensação automática que recebes é de relaxamento e bem-estar mas, na verdade, estás a obter bem mais do que isso!

O Que Acontece Na Verdade

Vivemos num planeta que é como uma bateria. Está carregado de electrões e energia capaz de nos abastecer. Contudo, apesar de a usarmos para nosso benefício como na electricidade e radiação dos dispositivos eléctricos e electrónicos, estamos mais a prejudicar-nos do a beneficiar-nos com o seu excesso. Nada em excesso é bom.

A superficie da Terra é electricamente condutora e onde quer que estejamos, se pisarmos o chão descalços ou conectados com ela, estamos automaticamente e instantaneamente a recolher energia que veio do sol e a carregar-nos como numa tomada, combatendo e prevenindo inflamação no nosso corpo. Mais especificamente falando, os electrões que provêm da Terra, entram e percorrem o nosso corpo, revestindo e cobrindo os glóbulos vermelhos de maneira a que estes se afastem uns dos outros e não se consigam agrupar ou agregar, fazendo com que a viscosidade diminua. Desta forma, é mais fácil para o coração bombear o sangue. Consequentemente, a pressão sanguínea diminui e mantemos afastados diferentes tipos de problemas cardiovasculares.

Necessitamos de energia da terra, tal como necessitamos do ar, do sol e da água.

Provas Científicas

Um estudo desenvolvido por Clint Ober, em que foram submetidos indivíduos a dormir grounded (em contacto directo com a terra – aterrado – ou através de um meio que nela tivesse origem, como um cobertor desenhado com um fio condutor à terra), obteve os seguintes resultados:

  • 85% das pessoas adormeceram mais facilmente
  • 95% referiram ter dormido melhor ao longo da noite
  • 100% disseram ter acordado sentindo-se mais descansados
  • 82% verificaram uma redução na contracção e rigidez dos músculos
  • 74% referiram ter sentido redução ou eliminação de dores crónicas na lombar
  • 78% alegaram a melhoria da sua saúde em geral

Depois deste estudo, Dr. Russell Whitten (quiroprático) de Ojai, CA, confirmou os mesmos resultados após submeter 35 dos seus pacientes ao mesmo teste. Entendeu-se então, que o ser humano, com a perda de conexão e contacto directo com a Terra, vê-se mecanizado e operado sob stress bio-eléctrico.

Enquanto muitos aceitam esta realidade da conexão entre a saúde humana e as forças energéticas da natureza de forma intuitiva, Dr. Oschman vai além e empenha-se em realizar estudos científicos que comprovam e explicam como e por que isso é uma verdade.

Dr. James L. Oschman (PHD, Investigador, Nature’s Own Research Association, membro da Scientific Advisory Board for the National Foundation for Alternative Medicine em Washington), Gaétan Chevalier (PHD em Engenharia física, especializações em Física Atómica e Espectroscopia a Laser, director da Earthing Institute and Research, director na Psy-Tek) e Richard Brown (Fisiologista na University of Oregon’s, Human Physiology Department), conduziram uma série de estudos e testes no âmbito do Grounding ou Earthing que reveleram o seguinte, passo a citar:

Pesquisas multidisciplinares revelaram que o contacto electricamente condutor do corpo humano com a superfície da Terra (earthing ou grounding – aterramento) produz efeitos intrigantes na fisiologia e na saúde. Esses efeitos estão relacionados à inflamação, respostas imunológicas, cicatrização de feridas e prevenção e tratamento de doenças inflamatórias e autoimunes crônicas. O objetivo deste relatório é duplo:

1) informar os pesquisadores sobre o que parece ser uma nova perspectiva para o estudo da inflamação; 2) alertar os pesquisadores que a duração e o grau (resistência ao solo) de aterramento experimental em animais é um factor importante, mas geralmente esquecido, que pode influenciar os resultados dos estudos de inflamação, cicatrização de feridas e tumorigênese. Especificamente, o aterramento de um organismo produz diferenças mensuráveis ​​nas concentrações de leucócitos, citocinas e outras moléculas envolvidas na resposta inflamatória. Apresentamos várias hipóteses para explicar os efeitos observados, com base nos resultados de pesquisas actuais e nossa compreensão dos aspectos electrônicos da fisiologia celular e do tecido, biologia celular, biofísica e bioquímica. Uma lesão experimental nos músculos, conhecida como dor muscular de início retardado, tem sido usada para monitorizar a resposta imunológica em condições fundamentadas versus não fundamentadas. A ancoragem reduz a dor e altera o número de neutrófilos e linfócitos circulantes e também afecta vários factores químicos circulantes relacionados à inflamação.

Journal of Inflammation Research · March 2015
Article “The effects of grounding (earthing) on inflammation, the immune response, wound healing, and prevention and treatment of chronic inflammatory and autoimmune diseases”

Além destes estudos, Dr. Maurice Ghaly (autor e médico em Brunswick, ME) e Dale Teplitz (especialista certificada em terapia EFT, formadora e mentora na EFT Universe), lideraram outra pesquisa em que foram demonstrados os efeitos biológicos do “aterramento” do corpo humano durante o sono denominada“The Biologic Effects of Grounding the Human Body During Sleep as Measured by Cortisol Levels and Subjective Reporting of Sleep, Pain and Stress”, publicado no Journal of Alternative and Complementary Medicine.

Quando uma pessoa está em pé ou a dormir dentro de um edifício, seu corpo não aterrado torna-se electrificado pela electricidade ambiente e pelos campos electromagnéticos.

A pesquisa de Ghaly e Teplitz mostrou que conectar essa pessoa à terra reduz imediatamente a eletrificação.

Nesse estudo, 12 pessoas, após terem os seus corpos conectados a uma fonte natural de electrões durante o sono, apresentaram uma diminuição de voltagem de em média 467 vezes (de 3,27 volts quando não aterradas para 0,007 volts durante o aterramento), o que resultou em regularização dos níveis de cortisol e redução das disfunções de sono, da dor e do stress.

Composite cortisol circadian levels before and after grounding to earth during sleep “The Biologic Effects of Grounding the Human Body During Sleep as Measured by Cortisol Levels and Subjective Reporting of Sleep, Pain and Stress”

O Grave Problema do Calçado

Foi em 1960 que foi criada a borracha sintética para fabricar calçado como as habituais sapatilhas e ténis que conhecemos hoje. Vieram revolucionar a indústria da moda, alegando o conforto e uma maior facilidade na realização de acções do dia-a-dia como caminhar, correr, exercitar… Mas na verdade, só vieram, não só alimentar o consumismo, como também criar uma barreira e distância ainda maior entre nós e a Terra, pelo material com que são fabricados.

Além disto, o calçado, tal como o vestuário, tornaram-se símbolo de posse e de riqueza e até hoje, esta ideia não pára de crescer. Para além disso, os sapatos que calçamos todos os dias são feitos de uma forma que não respeita, de todo, o formato e fisionomia dos nossos pés. Apesar de estarmos tão acostumados a calçá-los e a sentirmo-nos bem neles, a verdade é que eles só afectam o nosso conforto geral e a nossa saúde. Reprimimos e compactamos os nossos ossos e músculos da parte mais importante do nosso corpo no que toca ao nosso apoio e sustentação, todos os dias, o dia inteiro! Os nossos pés são quem aguenta com o peso do nosso corpo inteiro dia após dia. São a nossa base, e o ideal seria estarem totalmente e naturalmente apoiados no solo, de forma a evitar as malformações e deformações que hoje cremos como normais.

Um pé saudável é largo, flexível e sensível, de modo a ser um pé estável e forte. Os teus sapatos deveriam deixar os teus pés naturalmente ser. O calçado convencional tem vindo a distorcer o formato do nosso pé ao longo do tempo.

Assiste ao video de 1 minuto que se segue para compreenderes melhor:

Através do pé descalço ou de um sapato que respeite a sua fisionomia e sensibilidade, estamos a permiti-lo a movimentar-se livremente e naturalmente, e a reconectar com o que nos torna humanos.

A marca VivoBarefoot explica isto bastante bem num artigo que eles mesmos escreveram (e que está disponível no site aqui):

“O formato do sapato tradicional, como o reconhecemos hoje, foi originalmente desenhado como uma bota com biqueira pontiaguda para permitir que os pés deslizassem facilmente nos estribos do cavalo, com uma espécie de bloqueador no calcanhar para impedi-los de deslizar demasiado. Antigamente, a forma e a qualidade das botas de um cavalheiro eram um bom indicador de que suas habilidades equestres estavam à altura…

Para as mulheres, ter pés delicados e estreitos significava estatuto social e, portanto, o seu calçado seguiam o exemplo; o material, a altura e a forma do sapato ditavam como uma mulher poderia se mover, bem como quanto de seu corpo ela revelava.

Atualmente, muitos de nós não viajamos a cavalo e as mulheres realmente precisam se locomover, então é absurdo que esses designs ainda sejam a base para a grande maioria dos 23 bilhões de pares de sapatos feitos a cada ano: um calcanhar de uma certa forma, bem como um dedo do pé pontiagudo ou arredondado.

A moda ditou os nossos pés ao ponto que, muitos pés, agora têm a forma de sapatos em vez de pés. As mulheres (mais propensas a usar sapatos mais estreitos e pontiagudos) têm quatro vezes mais probabilidade de ter problemas dolorosos e debilitantes nos pés do que os homens, destacando a dolorosa realidade do ambiente da forma do sapato em que forçamos nossos pés. Mas não são apenas os saltos altíssimos das mulheres que estão errados. Qualquer tipo de salto deixa nosso corpo desequilibrado.

O nossos pés adaptam-se ao ambiente em que são repetidamente enfiados. A moda superou a função, o normal não é mais natural. Resultado? Nossos pés, corpos e a maneira como nos movemos sofrem.

Cerca de 77% dos americanos relatam sofrer de condições dolorosas e debilitantes nos pés. Estamos a fazer tudo muito mal no que toca ao calçado…
Os dados sugerem que até 79% dos atletas sofrem algum tipo de lesão nos membros inferiores, o que parece estranho, dada a quantidade de tecnologia que hoje envolve os nossos pés, que supostamente nos ajuda a mover melhor!

Um estudo de uma década feito pela Universidade de Bournemouth concluiu que, manter os sapatos FORA dos pés das crianças na sala de aula ajudou-as a concentrarem-se mais, a comportarem-se melhor e a ter um melhor desempenho acadêmico.

Achamos que as evidências mostram que estar descalço o máximo possível, ou, quando isso não for realista, em calçados minimalistas que interferem o menos possível no movimento natural do pé, é melhor para nós.

Fonte: desconhecida

Tudo a que chamamos ambiente, é na verdade o nosso corpo.

A Terra é parte do Cosmos e nós somos parte dela. Se nos desconectarmos com o nosso corpo cósmico e cíclico, criamos separação que resulta em disrupção dos nossos ritmos biológicos.

Todos os problemas, doenças, inflamações, desconforto e desequilíbrios são fruto desta desconexão.

Deepak Chopra

Para ainda mais informação existe o livro Earthing: The Most Important Discovery Ever de Clint Ober, Stephen T. Sinatra e Martin Zucker, e ainda o documentário The Earthing Movie: The Remarkable Science of Grounding no Youtube.

Obrigada por leres e te descalçares para o bem da tua saúde!

Até breve

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