Bem-vindo ao tema polémico e maçador do plástico! O bicho papão, o monstro que nos assombra… uma das principais razões da poluição deste nosso querido Planeta. Parece um tema chato e repetitivo mas se queres ser uma pessoa melhor, começa por aprender para te tornares a tua melhor versão de ser humano… Mantém-te comigo! Prometo que o que digo faz sentido.

O que é o plástico?

O plástico é composto por resinas, proteínas e outras substâncias cuja matéria prima é o petróleo. É conhecido pela sua maleabilidade, resistência, durabilidade e leveza. Para além disso, o seu custo reduzido de fabrico e impermeabilidade tornam-o famoso e interessante.

Pois bem, num assunto tão falado e polémico, começamos com uma afirmação igualmente polémica: o problema maior não está no plástico em si, (apesar de parte dele não ser possível reciclar, e parte dele ter um grande poder de contaminação e libertar substâncias e gases tóxicos e cancerígenos), mas sim no uso desequilibrado e completamente inconsciente que nós, humanos, lhe damos. Nós somos o problema! Primeiro, porque o plástico é criação nossa (só nós mesmo para inventarmos algo e depois lhe darmos um uso tão egoísta, poluente, sem medida, e para o resto da vida…).

Nós não temos noção, e não queremos saber das consequências dos nossos actos. Não conseguimos ver as consequências prejudiciais que criamos para nós próprios e para a nossa espécie, quanto mais para as espécies à nossa volta…Ou se conseguimos, não nos preocupamos muito ou andamos em negação. Por isso é que estamos na situação que estamos, que, caso não saibas, até plástico comemos e absorvemos e nem nos apercebemos! Mas antes de me começar a exaltar com este tema, deixo-vos mais uma afirmação: resolvemos isto solucionando a fonte do problema…Solucionando-nos! Se temos a culpa, cabe-nos a nós resolver.

Pára um pouco para observares tudo à tua volta. Em tua casa, na rua, no supermercado… Poderão haver coisas que não sabes de que são feitas, mas aperceber-te-ás que, maior parte do que vês, é feito de plástico. Irás notar que ele está em toda a parte! Em todo o lado mesmo… Desde as embalagens de produtos cosméticos, a detergentes, a esponjas, a talheres, itens que reconhecemos tão bem, até aos saquinhos transparentes do chá que compras (ver estudo científico Plastic Tea Bags Release Billions of Microparticles and Nanoparticles Into Tea, de Laura M. Hernandez, Elvis Genbo Xu, Hans C. E. Larsson, Rui Tahara, Vimal B. Maisuria, and Nathalie Tufenkji, Environmental Science & Technology 2019). Às roupas que vestes, aos guardanapos, etc, que são carregados de microplásticos e, muitos de nós, nem fazemos a menor ideia.

O plástico está em todo o lado…

Segundo a National Geographic, e uma publicação científica especializada Science Advances, um estudo conduzido por Dr. Roland Geyer (investigador), revelou que, apesar da produção em massa ter tido início há apenas 9 décadas, cresceu tão rapidamente que criou cerca de 8,3 mil milhões de toneladas métricas, na sua maioria relativa a embalagens descartáveis, que acabam por ir parar ao lixo. Lixo este, que nunca desaparece, por muito que em tua casa já não esteja.

O plástico leva mais de 400 anos a decompor (se bem que este não é o termo mais correcto, pois, na verdade, ele não se degrada, ele separa-se quanto muito, e prolifera-se). Apenas 12% é sujeito a incineração. Este estudo revelou que, dos 8,3 mil milhões de toneladas métricas que foram produzidas, 6,3 mil milhões transformaram-se em resíduos de plástico. Deste número, apenas 9% foi reciclado. 91% é a chocante percentagem de plástico não reciclado! 79% está a acumular-se em aterros ou a arrastar-se no ambiente ainda hoje. E tudo isto parece aumentar ano após ano…

Esse é o principal problema do plástico. É ser fabricado e consumido e, posteriormente, descartado!

Como diz Tanya Streeter (recordista em apneia em alto mar e amante do oceano, participante no documentário “A Plastic Ocean“):

Como é que pode uma embalagem considerada descartável, ser feita de material indestrutível? Para onde vai?

A determinada altura, muito deste lixo, devido ao nosso descuido, acaba por ir parar ao oceano, onde fica a flutuar à superfície ou depositado. E qual é o mal disto?!

National Geographic
Conteúdo do estômago de uma ave – A Plastic Ocean Documentary
Garrafas descartáveis no fundo do mar – A Plastic Ocean Documentary
Tartaruga presa em rede de pesca no mar mediterrâneo, Espanha – National Geographic
Plástico nas Maldivas – Fonte Desconhecida
Aterro sanitário em Bulawayo, Zimbabwe. Fonte: ZINYANGE AUNTONY/AFP/GETTY
Voluntários a limpar em Yamuna, rio sagrado na Índia que atravessa Delhi. Fonte: ALTAF QADRI/AP
Rio nas Filipinas. Fonte: JAY GANZON/ALAMY STOCK PHOTO, National Geographic
Crianças numa praia poluída na Indonésia. Fonte: Riau Images/Barcroft Images via Getty Images

A lista é interminável… A poluição que gera, a contaminação das águas, a destruição do habitat da vida marinha, petróleo e plástico a flutuar durante centenas de anos, que se caracteriza como o novo alimento das espécies marinhas, entre tantas que nele ficam presas e consequentemente os leva à morte lenta e dolorosa…

Os ecossistemas do mundo baseiam-se num oceano saudável. Se essa parte do planeta se torna disfuncional e se tem problemas, toda a vida no planeta sofrerá. Este planeta é governado pelo azul.

Sir David Attenborough

O facto mais estúpido é que vem ter de volta a nós, de uma maneira ou de outra

Seja através dos peixes que comemos (não só pelo plástico ser o conteúdo dos seu estômago, mas pelos químicos que dele são libertados e absorvidos pelos organismos dos peixes), seja pela degradação do ambiente onde vivemos, à água onde nos banhamos ou que consumimos, especialmente através das garrafas de plástico descartáveis como indica o estudo Endocrine disruptors in bottled mineral water: total estrogenic burden and migration from plastic bottles, de Martin Wagner e Jörg Oehlmann. Estudo este, que demonstra a carga estrogénica proveniente de embalagens plásticas descartáveis, como potencial fonte de contaminação e consequentemente desregulação endócrina. Foi efectuada comparação entre garrafas descartáveis, reutilizáveis e garrafas de vidro. A conclusão foi a seguinte:

Our results demonstrate a widespread contamination of mineral water with xenoestrogens that partly originates from compounds leaching from the plastic packaging material. These substances possess potent estrogenic activity in vivo in a molluskan sentinel. Overall, the results indicate that a broader range of foodstuff may be contaminated with endocrine disruptors when packed in plastics.

Wagner, M., Oehlmann, J. Endocrine disruptors in bottled mineral water: total estrogenic burden and migration from plastic bottles. Environ Sci Pollut Res 16, 278–286 (2009). https://doi.org/10.1007/s11356-009-0107-7
Fonte: MadeSafe
Fonte: Surfrider Foundation
Fonte: Surfrider Foundation
7 Days of Garbage – Gregg Segal

Já estás cansado de tanta informação? Pois não termina aqui… Não desistas e mantém-te atento ao que te digo e mostro, pois o perigo do plástico é para ti também, como podes perceber!

Como expliquei anteriormente, o plástico, devido à forma como é feito é pelos materiais de que é composto, nunca desaparece na verdade… Antes de se decompor, divide-se em partes até se desfazer em microplásticos que não desaparecem. Ainda hoje estão presentes por toda a parte, ainda que possamos não os ver a olho nu.

Mas porquê que isto acontece?

A quantidade é tanta que a esperança de se conseguir travar isto é muito pouca. Enquanto tão pouco se separa, trata, recicla e decompõe, cada vez mais se produz virgem entretanto! Não existe, assim, uma redução ou diminuição deste problema. Continua, sim, cada vez mais grave e sério.

Toma lá mais um estudo para entenderes a gravidade da situação:

Plastics are non-biodegradable, and increasing accumulation of plastic debris in the ocean is a major cause for concern. The World Economic Forum, Ellen MacArthur Foundation, and McKinsey & Company claimed in 2016 that technological innovations can solve the plastic problem. Such a claim raises an as yet unanswered question: how much technological innovation is needed and is it economically feasible? We offer answers to this question via a system dynamics model that we developed to simulate different scenarios aimed at controlling plastic debris entering the global ocean. Our results show that ocean cleanup technologies could achieve a 25% reduction in the level of plastic debris in the ocean below 2010 levels in 2030. However, this would require removing 15% of the stock of plastic debris from the ocean every year over the period 2020–2030, which equates to 135 million tons of plastic in total (metric tons). The implementation cost of such an ocean cleanup effort would amount to €492 billion-€708 billion. The Ocean Cleanup project alone is designed to collect 70,320 tons of plastic debris over a 10 year period. Removing 135 million tons of plastic debris would require investing in 1924 similar cleanup projects.

How much innovation is needed to protect the ocean from plastic contamination?
MateoCordier and Takuro Uehara

O plástico não é totalmente dispensável pois ele é necessário para fins essenciais como, por exemplo, na medicina… Mas o maior problema do plástico é que grande parte dele é descartado e não é reciclado por nós consumidores, logo, quando as entidades responsáveis recolhem o lixo indiferenciado, em vez de ele ir para a triagem e posteriormente ser reciclado, ele será incinerado ou vai directamente para o aterro, atolando o mesmo sem previsão breve de se decompor. Por isso é que é tão importante reciclarmos em casa!

Aprendi pelos meus próprios olhos

Fui recebida com muito carinho na LIPOR (Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto) pela Sónia Pereira, do Departamento de Educação, Comunicação e Marketing, e pela Enga Patrícia Carvalho, Departamento de Operações e Logística, numa visita às instalações.

A LIPOR gere, valoriza e trata resíduos urbanos produzidos pelos oito municípios que a integram: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde. Mas não só… É uma associação de municípios activa na sensibilização para o desperdício e para a prevenção. Dispõem de um Parque Aventura e um Trilho Ecológico localizado em Ermesinde/Baguim do Monte, bem como o Projecto “100 Desperdício“, que engloba “A Semana Europeia da Prevenção de Resíduos (EWWR)” (visa promover a implementação de ações de sensibilização sobre recursos sustentáveis e gestão sustentável de resíduos), a Estratégia de Prevenção da Produção de Resíduos Alimentares (projecto “A Dose Certa” que é direcionado aos estabelecimentos de restauração (cantinas, restaurantes, hotéis, centros comerciais e mercados entre outros) e concilia a redução do desperdício de alimentos à adoção de uma alimentação sustentável; o Projecto “Hortas Hurbanas“; o Projecto “Compostagem Caseira” (que em parceria com os Municípios Associados, promovem a redução dos resíduos orgânicos ao nível das habitações, prédios e instituições da área de intervenção, sem qualquer custo para os participantes), entre outros… Um exemplo de que aqui se preocupam com a sustentabilidade, é também a forma como tratam e cuidam do espaço. Como pude eu própria apreciar, os jardins foram transformados, devido ao elevado impacto da manutenção de apenas relva, e foi adoptada a agricultura sintrópica (no conceito de sintropia – caracterizado pela organização, integração, equilíbrio e preservação de energia no ambiente).

A LIPOR é dividida em dois pólos: a sede onde se localiza a Central de Valorização Orgânica (compostagem) e o respectivo Auditório, o Centro de Triagem, as Plataformas de Reciclagem, o Ecocentro, o Parque Aventura e o Trilho Ecológico, a Horta da Formiga, a Central de Valorização do Biogás e a Central Fotovoltaica; e a LIPOR II que é onde se localiza o CVE (Central de Valorização Energética), o processo de incineração dos indiferenciados que resulta em valorização energética, e a ETAR.

Na LIPOR existe então um ECOCENTRO disponível ao público, onde podemos colocar materiais diferentes (como madeira, esferovite, papel/cartão, resíduos verdes, entulho, grandes objectos não metálicos, REEE – resíduo equipamento eléctrico e electrónico, rolhas, pilhas, óleo alimentar, óleo de motores e lubrificação, tinteiros e toners, lâmpadas, roupas, baterias, etc) para serem reciclados, reutilizados ou transformados.

Uma prova de que é tão importante fazermos a separação em nossas casas, é que, no caso dos indiferenciados, quando recolhidos e tratados, não sofrem processo de triagem (ou seja, se lá colocarmos materiais como o plástico e outros aptos a reciclar, irão ser desperdiçados). No caso da LIPOR são de imediato incinerados (o que não acontece com todos os centros de tratamento de resíduos! Em muitos casos vão directos para o aterro, o que ainda é pior!).

Tive oportunidade de conhecer o Centro de Triagem do Plástico, onde aprendi como funciona todo o processo de separação do mesmo! E onde pude verificar que muita da carga VEM CONTAMINADA por não ser feita a separação correctamente. Na LIPOR conseguem receber cerca de 1200 toneladas por mês (o que não é necessariamente mau. Apenas poderá significar que conseguem receber e tratar muito plástico).

Aqui o plástico passa por uma série de processos minuciosos desde uma triagem feita por máquinas, a uma separação manual realizada com muito suor e empenho dos funcionários. A eles, um “OBRIGADA”!

Consegui perceber que existem diversos tipos de plástico (mistos, alumínio, filme, ECAL, PET, PEAD, etc…) e que uma das embalagens que usamos no nosso dia-a-dia, as conhecidas embalagens do leite e sumos TetraPak, referidas como ECAL (Embalagens Contendo Alimentos Líquidos), são difíceis de reciclar por conterem 3 tipos de materiais diferentes: plástico, cartão e alumínio. São de facto recicláveis, contudo, não estão a ser recicladas em Portugal de momento. Na LIPOR são enviadas para Espanha.

O produtor/embalador/distribuidor que coloca o produto no mercado é responsável por tratar do lixo que dele resulta. No entanto, pode delegar essa tarefa a outros, ficando então obrigado a submeter a gestão dos resíduos a um sistema individual, a transferir a sua responsabilidade para um sistema integrado (através de entidades gestoras), ou a celebrar acordos voluntários com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
As entidades gestoras (exemplo: Sociedade Ponto Verde), através do SIGRE (Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens) devem garantir, nomeadamente a estruturação de uma rede de recolha seletiva (ecopontos), o financiamento dos custos de triagem, armazenamento, transporte, tratamento e valorização dos resíduos de embalagens depositados nas redes de recolha seletiva e o cumprimento de metas de recolha e objetivos mínimos de valorização.

Como funciona uma entidade gestora. Fonte: SOCIEDADE PONTO VERDE

Podes e deves acompanhar o site e a página de Instagram ou Facebook da LIPOR para saberes mais sobre os seus projetos, aceder aos cursos da Academia LIPOR e saber como visitar. O trabalho deles é muito bom!


Comemos, respiramos e vivemos plástico, prejudicando assim a nossa saúde geral.

Todos os seres e espécies trabalham para o bem dos ecossistemas e do planeta. Nós, seres humanos, parecemos ser os únicos que nos comportamos como meros passageiros na Terra.

Do saber e conhecimento vem a preocupação, e da preocupação vem a mudança.

Journalist Craig Leeson in A Plastic Ocean Documentary

Agora que entendes um pouco como tudo funciona, e tudo o que se está a passar, pensas “o que fazer com todo este drama?!”

Percebi que temos meios para atingir o fim e temos estratégias ao nosso alcance. Porém, continuamos a não conseguir recuperar os danos já causados. Isto deve-se, simplesmente, ao desequilíbrio proveniente do mau e desmedido uso que damos às coisas.

A mudança começa a partir de casa, através da escolha que cada um de nós, indivíduos e cidadãos, toma. De pouco ou nada serve substituirmos tudo o que usamos, na mesma medida que usamos, por outros materiais! O desequilíbrio irá manter-se mas apenas com outra matéria.

♻️ Primeiro grande passo a dar é REDUZINDO, principalmente o consumo de plástico de uso único/descartável. E para isso, não precisas de armas e cavalaria… Se leste este artigo com atenção, a tua consciência ter-se-á instalado, com certeza. Já estás preparado!

♻️ Segundo passo a dar é fazendo a separação dos resíduos em casa. Se não fazes a reciclagem, começa a fazer! Não inventes mais desculpas, sejam elas o tempo, a praticidade ou o culpar alguém… Basta colocares cada material num saco diferente, e posteriormente colocares os sacos nos respectivos ecopontos.

Se tiveres dúvidas quanto ao que pôr onde, eis uma grande ajuda: a aplicação WASTEAPP, que é uma plataforma muitíssimo útil. Basta escreveres o que pretendes desperdiçar e a app mostra-te onde deves colocar esse item.

♻️ Terceiro grande passo é ires substituindo, aos poucos, os artigos descartáveis que te são necessários no dia-a-dia por alternativas reutilizáveis, desde que te comprometas a usá-los até ao fim da sua vida. Só assim diminuirás o impacto ambiental.

Substitui, por exemplo: o copo do café que tomas no trabalho por uma chávena de casa ou um copo de viagem; a escova de dentes de plástico por uma de plástico reciclado, de bambu, reutilizável ou uma eléctrica; o champô de embalagem por champô sólido; o gel de banho por sabonete; a garrafa de água descartável por uma reutilizável ou reaproveitando os frascos e garrafas de vidro do sumo ou polpa de tomate, etc…

Categorização de soluções ambientais para resolver problemas do plástico. Fonte: How much innovation is needed to protect the ocean from plastic contamination? por MateoCordier and Takuro Uehara

Entendo que seja mais fácil resumirmo-nos ao nosso umbigo e a fazer a nossa vidinha e seja mais fácil culpar o outro e, deste modo, tirar de cima de nós o peso da responsabilidade de cuidar do planeta e por fazer mudanças. Nós apenas queremos que os outros, ou alguém, o faça. Mas se queremos mudança, temos de ser a mudança!

Discursamos que não temos menos culpa por sermos simples povinho e não termos opções, como argumento… Ponto um: já temos opções. Ponto dois: temos opção de exigir, nem que seja, mais opções. Ou então criarmo-las nós. Como humanos e habitantes da Terra, temos obrigação de fazer e escolher melhor! Como pensas que será o futuro dos teus filhos e netos? Não amas o suficiente para pensares nisto com seriedade e dares importância? Digo-te eu, como dizem muitos de nós, inclusive cientistas e ambientalistas: o panorama é grave. A luz ao fundo do túnel mal se vê. Não podemos agir ou panicar só quando for tarde demais… Já é tarde demais! Compreendo que a mudança não seja algo agradável para muita gente, mas o caso alarmante do plástico e do desperdício é bem menos agradável, para tudo e todos.

Fui descobrindo sozinha soluções para as coisas que podia controlar facilmente no meu dia-a-dia e nos meus hábitos. Ainda aprendo, a cada dia, alternativas novas, mediante a pesquisa que vou fazendo (que é constante, de tão apaixonada que sou por este tema, e por querer salvar o planeta e nos salvar a nós). Descubro e vejo cada vez mais aspectos e situações negativas que me aborrecem, irritam e entristecem muito, apesar de notar que já existe mais consciência ambiental. No entanto, não desisto. Não somos perfeitos porque o sistema também não o é, e há coisas que nos transcendem, infelizmente. Mas é importante e de valor fazer tudo o que posso, e tento cada vez fazer mais e melhor. Passo a mensagem a quem me rodeia, da melhor maneira que consigo. Aos meus amigos, à minha família, aos seguidores das minhas redes, etc… Mas as pessoas são resistentes e as prioridades andam ainda muito baralhadas. Cabe-nos a nós, aos mais despertos para esta realidade, insistir e ajudar a educar as pessoas à nossa volta, principalmente as novas gerações, para que o trabalho fique facilitado para os próximos.

O meu papel neste blog é mesmo esse: ajudar!

Obrigada por leres e me deixares ajudar-te!

Até breve

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